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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Reafirmando o convite para o Lançamento da Campanha: "Não dê dinheiro a criança em situação de rua"

O Conselho Comunitário da Parangaba, em parceria com a 7ª Cia do 5º BPM e o Ministério Público do Estado do Ceará, promove dia 08 de maio, das 8h às 12h, a campanha “Não dê dinheiro à criança em situação de rua”.

Um quarteirão da rua Júlio Braga, em frente à 7ª Cia, na Parangaba, será fechado para a realização do evento. Na ocasião, serão realizadas ações de cidadania e entretenimento, tais como emissão de 2ª via da certidão de nascimento, verificação de pressão arterial, teste de glicemia, vacinação H1N1 (30 a 39 anos e maiores de 60 anos com doenças crônicas) aplicação de flúor, corte de cabelo, atendimento jurídico e mediação. Haverá também show com o humorista Desmantelado, Teatro (Ronda do Quarteirão), apresentação de grupos infantis, dentre outros.

O objetivo principal do evento é chamar a atenção em relação ao problema da mendicância infantil na Parangaba e adjacências, e as conseqüências relativas à permanência da criança fora do ambiente escolar e familiar, sofrendo as influências das drogas e da criminalidade, comuns nas ruas de Fortaleza.

A campanha, promovida pelo Conselho Comunitário da Parangaba, tem como público-alvo principal os moradores do bairro e da vizinhança, mas tem um significado holístico que serve ao morador de qualquer lugar, uma vez que a mendicância infantil assola praticamente todo o País.
Desde a sua criação, em 2001, preocupar-se com a criança tem sido uma das metas do Conselho da Parangaba. Durante este período, o Conselho vem exercendo a função de auscultar os anseios da comunidade domiciliada em sua área de abrangência através de cinco Eixos Temáticos: criança e adolescência; meio ambiente; saúde; idoso e segurança pública.

terça-feira, 27 de abril de 2010

A Ilha dos Sentimentos

Era uma vez uma ilha, onde moravam todos os sentimentos: a Alegria, a Tristeza, a Sabedoria e todos os outros sentimentos. Por fim o amor. Mas, um dia, foi avisado aos moradores que aquela ilha iria afundar. Todos os sentimentos apressaram-se para sair da ilha.

Pegaram seus barcos e partiram. Mas o amor ficou, pois queria ficar mais um pouco com a ilha, antes que ela afundasse. Quando, por fim, estava quase se afogando, o Amor começou a pedir ajuda. Nesse momento estava passando a Riqueza, em um lindo barco. O Amor disse:

- Riqueza, leve-me com você.
- Não posso. Há muito ouro e prata no meu barco. Não há lugar para você.

Ele pediu ajuda a Vaidade, que também vinha passando.

- Vaidade, por favor, me ajude.
- Não posso te ajudar, Amor, você esta todo molhado e poderia estragar meu barco novo.

Então, o amor pediu ajuda a Tristeza.

- Tristeza, leve-me com você.
- Ah! Amor, estou tão triste, que prefiro ir sozinha.

Também passou a Alegria, mas ela estava tão alegre que nem ouviu o amor chamá-la.
Já desesperado, o Amor começou a chorar. Foi quando ouviu uma voz chamar:

- Vem Amor, eu levo você!

Era um velhinho. O Amor ficou tão feliz que esqueceu-se de perguntar o nome do velhinho. Chegando do outro lado da praia, ele perguntou a Sabedoria.

- Sabedoria, quem era aquele velhinho que me trouxe aqui?

A Sabedoria respondeu:

- Era o TEMPO.
- O Tempo? Mas porque só o Tempo me trouxe?
- Porque só o Tempo é capaz de entender o "AMOR".

sexta-feira, 16 de abril de 2010

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Agência da Boa Notícia

www.boanoticia.org.br

A Paz pela Comunicação - Uma Boa Notícia!

Um grupo de amigos, a necessidade de Paz e a vontade de dar e receber boas notícias. No início, ainda em 2006, a idéia ainda não era clara. Talvez aquele grupo de amigos fizesse um movimento, uma campanha ou um conjunto de ações temporárias. Mas não bastava. Quantas campanhas têm sido feitas em prol do meio ambiente, da ética, disso e daquilo, e esquecemos o assunto ao fim do projeto? Aos poucos, juntos, os amigos foram amadurecendo a idéia, para que fosse criado algo permanente. Chegaram à conclusão de que a Paz é uma conquista diária, permanente, que cresce com água, sol e adubo, como se firmam as árvores centenárias. Mas nada disso poderia ocorrer sem um solo fértil.

Os amigos resolveram procurar o Sindicato dos Jornalistas do Estado do Ceará (Sindjorce) em fevereiro de 2007 e aproveitaram a oportunidade de apresentar a idéia de uma ONG, a Agência da Boa Notícia, no Encontro Nacional de Assessores de Comunicação. Um folder resumia as idéias do grupo. Mas havia, ali, o que mais se procurava: o solo fértil e a esperança de disseminação permanente da Paz pela mídia.

Uma nova reunião foi marcada no Sindicato dos Jornalistas: 06 de março. Cada amigo se comprometeu a levar outros amigos interessados no assunto. Mas ainda não havia chegado a hora. A reunião não chegou a acontecer. O professor Souto Paulino, um dos “amigos da Paz”, levou um tiro quando ia descer do carro para participar da reunião. Um outro amigo levou-o para o hospital. O que veio depois reforçou a idéia de trabalhar pela Paz na comunicação: informações desencontradas, o rastro vermelho da falta de paz estampado nas imagens da televisão.

Durante a recuperação de Souto Paulino, o grupo volta a se reunir. A presidente do Sindicato dos Jornalistas, Débora Lima delega a representação da entidade para a jornalista Ângela Marinho. Houve uma reunião mais técnica e objetiva, resultado do balde de água fria que atingiu o grupo naquele 06 de março de 2007. É elaborado o Estatuto Social da Agência da Boa Notícia que oficializa os nomes que integram a diretoria da ABN. A equipe interdisciplinar, une experiências de diversas áreas. Hoje, o jornalista, professor universitário e escritor Souto Paulino, é o presidente da Agência; o empresário Luís Eduardo Girão é o diretor financeiro; a jornalista e assessora de imprensa Ângela Marinho, diretora de Comunicação; o empresário e consultor de empresas Carlos Eduardo Bandeira Araújo é o diretor Institucional e de Projetos; o jornalista e professor universitário Moacir Maia, secretário geral. No conselho fiscal, estão o engenheiro Fernando Lobo, o advogado Érico Silveira e o radialista Odilon Camargo. Fazem parte da equipe da Agência: a jornalista e pós-graduanda em Teorias da Comunicação e da Imagem, Carmina Dias; a estagiária de Comunicação, Giovanna Munhoz; e a secretária Joana D'Arc Martins.

A ONG Agência da Boa Notícia começou a funcionar em sede própria, na Avenida Desembargador Moreira, 2120, Sala 1307, em setembro de 2007. O Prêmio Gandhi de Comunicação, lançado em junho de 2007, foi o primeiro produto da ABN, idealizado com o objetivo de incentivar jornalistas e comunicadores a produzir boas notícias sobre Cultura de Paz. Desde 2006, foram desenvolvidas atividades importantes de informação e troca de experiências, sempre voltadas para o público-alvo: os workshops Comunicação & Espiritualidade, realizado no dia 29/06/2006 e Comunicação & Boas Notícias 21/06/2007. O site www.boanoticia.org.br é uma fonte e um multiplicador de boas notícias, com sugestões de pauta, dicas de filmes e livros, artigos sobre paz e links para entidades que, direta ou indiretamente, desenvolvem atividades que resultam em bem-estar social. Em 2008, a ABN dará prosseguimento à realização de seminários, oficinas e cursos sobre Cultura de Paz para profissionais e estudantes de Comunicação e áreas afins.

A Comunicação e todos os que trabalham com ela, são realmente o solo fértil que a Agência da Boa Notícia buscava. A paz pela comunicação, entrando nas salas de estar dos lares, no som do ônibus ou do carro, na mente e no coração de cada um de nós é o fruto mais saboroso que se pode colher. Esta será a nossa boa notícia!


Passeio Socrático

Frei Betto ao viajar pelo Oriente mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão.

Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...'. 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!'.

Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra!.Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...

A palavra hoje é 'entretenimento'.Domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, calçar este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista.

Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental, três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo.

E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas... Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald's...

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas:'Estou apenas fazendo um passeio socrático. Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz!"

FOCO X SOLUÇÃO

Um paciente vai a um consultório e diz ao psiquiatra:

- Toda vez que estou na cama, acho que tem alguém embaixo. Aí eu vou
embaixo da cama e acho que tem alguém em cima. Pra baixo, pra cima,
pra baixo, pra cima... Estou ficando maluco!

- Deixe-me tratar de você durante dois anos. Venha três vezes por
semana, e eu curo este problema - diz o psiquiatra.

- E quanto o senhor cobra? - pergunta o paciente.
- R$ 120,00 por sessão - responde o psiquiatra.

- Bem, eu vou pensar - conclui o sujeito.

Passados seis meses, eles se encontram na rua.

- Por que você não me procurou mais? - pergunta o psiquiatra.

- A 120 paus a consulta, três vezes por semana, dois anos = R$
37.440,00, ia ficar caro demais.

Aí, um sujeito num bar me curou por 10 reais.

- Ah é? Como? - pergunta o psiquiatra.

O sujeito responde:

- Por R$ 10,00 ele cortou os pés da cama...

Moral da história:

Muitas vezes o problema é sério, mas a solução pode ser muito simples...
HÁ GRANDE DIFERENÇA ENTRE FOCO NO PROBLEMA E FOCO NA SOLUÇÃO...

FOQUE NUMA SOLUÇÃO AO INVÉS DE FICAR PENSANDO NO PROBLEMA